A semana de estreia do Viagem Literária está repleta de boas histórias

E deixa um rastro de inspiração: bibliotecas vivas, preparativos para as visitas que ainda vão acontecer e muitas notícias na imprensa local

Foto: Colagem de fotos e notícias sobre o Viagem Literária

Nas cidades por onde passam, os primeiros grupos de contadores do Viagem Literária estão encontrado bibliotecas cheias de crianças.  Ilhabela, Caraguatatuba, Ourinhos, Fartura, Torrinha, Ibaté. São Paulo é mesmo um estado imenso. E a viagem mal começou.  Ao todo, o programa vai passar por 76 municípios.

Nas bibliotecas de cada cidade, o evento é recebido com festa. Para a contação de história, que é aberta a todos os públicos, cria-se espaço afastando cadeiras, empilhando mesas e propiciando um ambiente de recepção calorosa aos artistas. Na cidade de Itaporanga, a Cia. Mapinguary fez as apresentações na praça, em frente à biblioteca. Só assim conseguiu acomodar todo o público.

Cada história é contada num estilo. Os grupos trabalham com um livro, que serve de suporte para que a narração se desenrole. E, além disso, cada contador ou grupo de contadores tem seu próprio jeito de contar. E encantar. Uns usam instrumentos e a palavra cantada, outros, sons sussurrados de medo ou suspense.

E nessa mágica, quando um adulto lê para uma criança, o vínculo, o prazer e o aprendizado acontecem.

Ao final do espetáculo, meninas e meninos querem ver o figurino, conhecer os objetos de cena, se aproximar e fazer perguntas aos atores. E depois desse momento tão especial, todos se reúnem para a sessão de fotos. Assim, o espaço se transforma. Torna-se uma praça – de cultura, de troca e de conhecimento. A tal biblioteca viva.

Há bibliotecas que ainda não receberam os grupos de contação de histórias, uma vez que a programação segue até o dia 31. Estas estão na expectativa e na fase de preparação – que é uma parte muito importante do programa, pois envolve os alunos, professores e profissionais de biblioteca. Em Cafelândia, por exemplo, os professores motivaram seus alunos a pensar nas diferenças entre a astronomia e a astrologia.  Das oficinas criativas saiu até um guarda-chuva com sistema solar, produzido por Carlos Miguel Filho, de 10 anos. Em breve, a cidade receberá o grupo Ateliê Teatro que apresentará o espetáculo “Os meninos dos planetas: O Menino da Lua e O Menino da Terra”.

Para falar sobre essas experiências incríveis e divulgar ainda mais o Viagem, o diretor-executivo da SP Leituras, Pierre André Ruprecht deu entrevistas às rádios locais. O programa também foi destaque em jornais e sites (ouça, aqui, a participação de Pierre na rádio Cruzeiro FM, de Sorocaba).

E tem coisa melhor do que contar histórias?

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